Israel afirmou, nesta terça-feira (17), que matou o chefe do Estado-Maior de Guerra do Irã, Ali Shadmani, durante um ataque aéreo a um centro de comando em Teerã. A operação faz parte da ofensiva israelense contra alvos militares iranianos, que já dura cinco dias.

    Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), o ataque foi realizado após “informações precisas” localizarem Shadmani no centro de comando Khatam al-Anbiya, responsável por coordenar o exército e a Guarda Revolucionária do Irã. O Irã ainda não se pronunciou oficialmente sobre a morte do militar.

    Ali Shadmani havia assumido o cargo na sexta-feira (13), poucos dias após seu antecessor, Gholam Ali Rashid, ser morto também em um ataque israelense. De acordo com Israel, Shadmani era uma das figuras mais próximas do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e influenciava diretamente os planos operacionais do Irã contra o Estado israelense.

    A ofensiva faz parte de uma escalada de tensões iniciada após ataques israelenses contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, na última quinta-feira (12). Israel vê o avanço nuclear do Irã como uma ameaça direta à sua segurança.

    Em resposta aos ataques, aproximadamente 30 mísseis foram lançados contra Israel entre a madrugada e a manhã desta terça. A maioria foi interceptada, mas alguns chegaram a atingir o território israelense, segundo o general de brigada Effie Defrin.

    O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os bombardeios como uma violação das normas internacionais e pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) intervenha para conter a escalada dos conflitos.

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