A tensão no Oriente Médio voltou a escalar após uma série de ataques entre Israel e Irã. O conflito, que já dura cinco dias, deixou mais de 240 mortos nos dois países e acende o alerta de uma guerra regional de grandes proporções. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (17) por veículos internacionais como The New York Times, Axios e agências locais.

    O estopim foi um ataque preventivo de Israel contra instalações nucleares iranianas na sexta-feira (13). Em resposta, Teerã lançou uma série de mísseis e drones contra território israelense, além de prometer uma ofensiva punitiva contra as cidades de Haifa e Tel Aviv. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou em suas redes: “Em nome do nobre Haidar, começa a batalha”, deixando claro que não haverá “misericórdia” contra Israel.

    O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã pediu que civis israelenses deixem as regiões alvo antes dos próximos bombardeios. Israel, por sua vez, promete manter a ofensiva batizada de Leão Ascendente, com ataques direcionados a todas as bases iranianas.

    Ao mesmo tempo, cresce o risco de envolvimento direto dos Estados Unidos no conflito. Segundo o The New York Times, o Irã está preparado para atacar bases militares americanas no Oriente Médio caso Washington decida apoiar militarmente Israel. Mais de 40 mil soldados dos EUA estão posicionados na região e já foram colocados em alerta máximo.

    Fontes da inteligência americana indicam que Teerã mobilizou mísseis e armamentos para atingir instalações dos EUA no Iraque e em outros países árabes. Além disso, o Irã ameaça lançar minas no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para navegação comercial e militar.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu avaliar um bombardeio contra o Irã e chegou a dizer, em sua rede Truth Social, que sabe “exatamente onde está o líder supremo do Irã”, mas que, “por enquanto”, não irá atacá-lo. Trump também exigiu a rendição incondicional do Irã.

    Enquanto Israel pressiona os EUA por apoio militar, cresce o temor de que o envolvimento de potências transforme o atual confronto em uma guerra de proporções globais.

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