Os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares do Irã na madrugada deste domingo (22), em uma ação que acirrou ainda mais a tensão no Oriente Médio e gerou forte reação internacional. Os alvos foram as usinas de Fordow, Natanz e Isfahan, consideradas estratégicas para o programa nuclear iraniano.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou os ataques como um “sucesso militar espetacular” e afirmou que as instalações foram “completa e totalmente destruídas”. Sem apresentar provas, ele ainda alertou que qualquer retaliação do Irã será respondida “com força muito maior”.

    O governo iraniano, por sua vez, condenou a ofensiva e afirmou que o país tem o direito de se defender. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e responsabilizou os EUA por “violar princípios fundamentais do direito internacional”.

    Durante a reunião da ONU, realizada nesse domingo (22), as falas evidenciaram divisão entre as potências. A representante dos EUA, Dorothy Shea, defendeu os ataques alegando que o Irã “esconde seu programa nuclear” e destacou que “qualquer ataque iraniano será enfrentado com ataques devastadores”.

    Rússia e China, por outro lado, condenaram a ação norte-americana. O embaixador russo Vassily Nebenzia afirmou que os EUA usam “acusações cínicas” e demonstram desprezo pela comunidade internacional. Já o representante chinês Fu Cong reforçou que “a paz não pode ser alcançada com o uso da força” e defendeu o diálogo.

    O Reino Unido adotou tom moderado. A representante Barbara Woodward disse que o ataque americano foi uma “iniciativa para aliviar a ameaça”, mas reforçou que “o ideal é a diplomacia e não o confronto”.

    Israel, aliado dos EUA, parabenizou a ofensiva. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, acusou o Irã de usar negociações internacionais como “teatro” e defendeu que o país persa nunca buscou energia pacífica, mas sim “morte e destruição”.

    Apesar da gravidade do ataque, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que não houve aumento de radiação fora das instalações. O chefe do centro de segurança nuclear do Irã, Mohammad Reza Kardan, confirmou que não há risco à população.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, e líderes de países como França, Alemanha e União Europeia pediram contenção e retorno às negociações. Até o papa Leão XIV se pronunciou, reforçando que “a guerra não resolve problemas, mas amplia feridas na história dos povos”.

    O Irã mantém suas forças armadas em alerta máximo e promete uma resposta proporcional. “Eles cruzaram uma linha vermelha muito grande”, declarou o chanceler iraniano. O mundo agora observa com apreensão os próximos passos deste conflito.

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