O diretor de um dos campi do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) foi afastado do cargo na última sexta-feira (27), após a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura uma denuncia de assédio sexual. A medida foi formalizada em portaria assinada pelo reitor do instituto, Carlos Guedes de Lacerda.
Segundo o documento, o servidor também teve o acesso restrito às dependências do campus e aos sistemas eletrônicos da instituição. O PAD foi instaurado em outubro de 2023, mas o afastamento só ocorreu agora, poucos dias após a publicação de uma reportagem do portal Metrópoles sobre assédio sexual em instituições federais.
A matéria expôs a existência de 128 processos disciplinares relacionados a condutas sexuais impróprias em universidades e institutos federais, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). No Ifal, um caso já foi concluído anteriormente, resultando na suspensão e multa de um professor.
Em nota oficial, o Ifal afirmou que o afastamento do diretor seguiu os trâmites legais, por solicitação da comissão processante, e que tem como objetivo garantir a imparcialidade das investigações. A reitoria negou relação direta entre a medida e a repercussão da reportagem.
“O Instituto tem promovido uma cultura de integridade no serviço público e todas as manifestações recebidas são tratadas com o devido rigor pela ouvidoria, auditoria interna, conselho de ética e corregedoria”, informou a assessoria de comunicação do Ifal.
A instituição também destacou que mantém um plano setorial de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação, com ações como campanhas educativas, palestras e visitas aos campi, em consonância com decreto federal sobre o tema. As medidas, segundo o Ifal, são parte de um esforço contínuo para garantir um ambiente acadêmico seguro e respeitoso para todos.
