Cerca de mil integrantes do MST, invadiram nesse domingo (20), a sede da Secretaria de Agricultura (Seagri) de Alagoas, no Centro de Maceió. A ação tem como principal reivindicação o cumprimento de um acordo firmado com o governo estadual em 2015.

    Segundo nota dos organizadores, a ocupação cobra que o Estado finalize a destinação das terras das usinas Guaxuma e Laginha, do grupo João Lyra, para instalação de assentamentos rurais — compromisso assumido entre representantes da Seagri e os movimentos há nove anos.

    O grupo chegou a passar pela Secretaria de Cidadania e Pessoa com Deficiência (Secdef), mas informou que o local não foi ocupado, apenas utilizado como ponto de passagem. Servidores da pasta chegaram a criticar a movimentação, alegando prejuízos ao funcionamento do órgão, que não tem relação direta com a pauta agrária.

    Entre as organizações envolvidas estão a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Frente Nacional de Luta (FNL), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), o Movimento Popular de Luta (MPL), o Movimento Social de Luta (MSL), o Movimento Via do Trabalho (MVT) e o Movimento Terra Livre.

    Além da reivindicação por terras, os manifestantes pedem a criação de políticas públicas voltadas à agricultura familiar, como mecanização agrícola, apoio à produção de sementes, agroindustrialização e incentivo à comercialização dos alimentos oriundos de áreas da reforma agrária.

    O grupo também defende o fortalecimento do Comitê Estadual de Mediação de Conflitos Agrários e do Centro de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos da Polícia Militar, que, segundo os líderes do movimento, precisam retomar o papel de mediação de conflitos fundiários em Alagoas.

    O acampamento segue instalado no pátio da Seagri, com barracas e cozinha coletiva. Novas mobilizações estão previstas para os próximos dias na capital alagoana.

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