Policiais penais de Alagoas deflagraram, nesta quinta-feira (7), a Operação Muralha de Aço, que transferiu 175 reeducandos de unidades prisionais de Maceió para o Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. A medida, determinada judicialmente, teve como alvo integrantes e apoiadores de facções criminosas, incluindo 91 custodiados identificados como membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Segundo a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), a ação teve o objetivo de impedir o avanço das organizações criminosas dentro e fora do sistema prisional, reforçando a ordem e a disciplina. Relatórios da chefia da Penitenciária de Segurança Máxima (PENSM) e da Gerência de Inteligência da Seris apontaram uso de símbolos, cânticos e articulações internas do PCC, configurando grave ameaça à segurança e à execução penal.

    A operação foi coordenada pelo Comando de Operações Penitenciárias (COP) e executada pelo Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit), com apoio de três ônibus, sete viaturas e 70 policiais penais. O Poder Judiciário acompanhou todo o processo, que ocorreu sem intercorrências.

    O juiz Alexandre Machado, titular da 16ª Vara de Execuções Penais, destacou que a decisão foi baseada em trabalho de inteligência que identificou os detentos envolvidos em atos de indisciplina. Para ele, o Presídio do Agreste reúne as condições ideais para isolar e controlar a atuação das facções.

    O desembargador Márcio Tenório, supervisor do Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário (GMF), afirmou que a operação marca um novo patamar no sistema penitenciário estadual. “Mostra para a sociedade e para aqueles que estão dentro do sistema que o Estado está coeso no combate à criminalidade. Respeitamos os direitos dos apenados, mas a hierarquia e a disciplina também devem ser respeitadas”, disse.

    O secretário da Seris, Diogo Teixeira, ressaltou que a ação fortalece a segurança pública em Alagoas e contou com a expertise dos policiais penais e demais servidores para manter a ordem nos presídios. Já o secretário-executivo de gestão penitenciária, Carlos Voss, frisou que a operação frustrou tentativas de criar instabilidade no sistema prisional, preservando a segurança da população.

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