Alan Cavalcanti (ou Cavalcante) é um empresário alagoano com forte presença em Minas Gerais, especialmente através do seu grupo de empresas mineradoras, construtoras e imobiliárias, conhecido como Grupo Fleurs.

    Ele é alvo da Operação Rejeito, deflagrada nesta quarta-feira (17/9) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União e o apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. O empresário foi preso na manhã desta quarta-feira (17), em sua residência no Condomínio Laguna, na cidade de Marechal Deodoro.

    Mansão de Alan Cavalcante, em Marechal Deodoro

    Até o momento, a operação da Polícia Federal (PF) prendeu 14 investigados, incluindo o alagoano Alan Calvanti, apontado como chefe da organização criminosa, o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra e o ex-diretor da Polícia Federal na Diretoria de Polícia Administrativa, Rodrigo de Melo Teixeira.

    Segundo a investigação, o grupo teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas. Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.

    De acordo com a PF, calcula-se que as ações criminosas do grupo criminoso renderam, ao menos, um lucro de R$ 1,5 bilhão. Ressalta-se, ainda, que a investigação identificou projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões

    Estão sendo cumpridos 79 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de prisão preventiva, afastamento de servidores públicos, bloqueio/sequestro de ativos no valor de R$ 1,5 bilhão e suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, conforme determinação de Colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais constituído para processar e julgar os casos.

    Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.

    Share.