Segundo reportagens dos veículos Daily Mail, Bellingcat e The Age, o piloto australiano Timothy James Clark, de 46 anos, que morreu em um acidente aéreo em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, teria lucrado aproximadamente R$ 120 milhões com operações de transporte ilegal de drogas.
As investigações também apontaram que ele teve ligação com três pessoas do cartel internacional de drogas Kinahan, um dos grupos criminosos mais poderosos da Irlanda e que também está estabelecido na Inglaterra, Espanha e Emirados Árabes Unidos.
Clark era sócio do empresário alemão Oliver Andreas Herrmann. Ele é acusado pela Polícia Federal australiana por tráfico de drogas, pois depois de uma busca em quartos de hotel resultar no flagrante de 200 kg de cocaína, embalados em malas em blocos individuais de um quilo, junto com óculos de visão noturna, equipamento de aviação e uma carteira de criptomoedas.

O corpo do piloto foi oficialmente identificado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto de Medicina Legal (IML) Estácio de Lima. A identidade foi conhecida após uma análise de material genético, em um processo que envolveu a Polícia Federal, representantes do governo australiano e familiares de Clark.
A queda da aeronave que transportava cocaína ocorreu em 14 de setembro deste ano e resultou na morte imediata do piloto. O corpo de Clark foi levado ao IML de Maceió, onde permaneceu aguardando a presença de familiares ou representantes legais para a reclamação do cadáver.

A perita odontolegista Claudia Melo, responsável pela análise, explicou que, após a entrada do corpo no instituto, a Polícia Federal, juntamente com representantes legais da família e do governo australiano, buscaram informações para acelerar o processo de identificação. A partir disso, foi coletado material genético para confronto com o perfil genético de uma irmã do piloto.
De acordo com a perita, devido à natureza do caso, que está sendo investigado pela Polícia Federal, os exames foram feitos por peritos federais e o resultado foi entregue nesta sexta-feira (24). O laudo final, que permitirá a liberação oficial do corpo, está sendo concluído por ela.
A chefia do IML de Maceió explicou que, com a identificação oficial, iniciou-se os procedimentos para liberar o corpo de Timothy Clark. A funerária responsável pelo translado será uma empresa do estado de São Paulo, que, em parceria com uma funerária de Maceió, providenciará o transporte para a Austrália, onde o piloto será sepultado.
