As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem sem avanços no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro e, após 17 dias, ainda não há informações sobre o paradeiro dos irmãos.

    Desde o início da operação, foi montada uma grande força-tarefa para atuar na região. Atualmente, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários. As ações se concentram tanto na área de mata quanto no Rio Mearim, que corta o local onde as crianças foram vistas pela última vez.

    No último fim de semana, a operação ganhou reforço com a atuação da Marinha do Brasil no trecho fluvial. No domingo (8/1), militares realizaram varreduras com o uso de sonar. Já na segunda-feira (19/1), equipes do Corpo de Bombeiros percorreram cerca de 180 quilômetros pelo rio.

    Em conjunto com a Marinha, mergulhadores especializados do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) foram divididos em grupos e utilizaram duas embarcações para intensificar as buscas. Uma seguiu no sentido de Bacabal, enquanto a outra navegou em direção ao município de Arari.

    Segundo dados do Governo do Maranhão, as equipes já realizaram varreduras em uma área superior a 3.200 km².

    A área central das buscas foi definida com base no relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças. Ele também desapareceu no dia 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois.

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