Pesquisadores desenvolveram um exame de sangue para detectar um adenocarcinoma ductal pancreático, uma das formas mais letais de câncer. De acordo com o novo estudo, publicado na revista científica Clinical Cancer Research, o novo exame pode melhorar as taxas de sobrevida do câncer de pâncreas, que tende a ser diagnosticado em estágios avançados, quando a terapia tem menor probabilidade de ser eficaz.

    No geral, apenas cerca de 1 em cada 10 pacientes com câncer de pâncreas sobrevive mais de cinco anos após o diagnóstico. No entanto, especialistas acreditam que, quando o câncer é detectado e tratado em um estágio inicial, a sobrevida aumenta. Embora a detecção precoce do câncer seja fundamental, atualmente não existem métodos de rastreamento para esse tipo de tumor.

    No estudo, cientistas da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, e da Clínica Mayo, em Rochester, apoiados pelos Institutos de Saúde dos EUA (NIH), utilizaram uma abordagem em fases para testar biomarcadores no sangue coletado de pacientes com câncer de pâncreas e de pacientes semelhantes sem a doença. A análise incluiu dois biomarcadores sanguíneos previamente explorados: o antígeno carboidrato 19-9 (CA19-9), utilizado para monitorar a resposta ao tratamento em pacientes com câncer de pâncreas, e a trombospondina 2 (THBS2), outro marcador já utilizado anteriormente.

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