A tentativa frustrada de criminosos ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) de executar um megaassalto ao Banco da República, no Uruguai, expôs um roteiro já conhecido da polícia brasileira.

    Entre os cinco brasileiros presos na empreitada do início do mês está Raimundo de Souza Pereira, 61, o Piauí, condenado pelo furto ao Banco Central em Fortaleza. O crime, ocorrido no Ceará em agosto de 2005, é considerado o maior da história brasileira, quando foram levados R$ 164 milhões.

    Piauí foi responsável por coordenar a escavação de um túnel de aproximadamente 80 metros que alcançou a sala do cofre da autoridade monetária cearense. A engenharia clandestina permitiu o acesso ao interior da instituição sem confronto direto. Na ação, ele teria ficado com cerca de R$ 13 milhões.

    A sentença que o condenou descreve a atuação como estruturada, metódica e organizada. O grupo atuou com divisão precisa de tarefas, financiamento prévio e logística sofisticada para transporte do dinheiro.

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