O recente alerta epidemiológico para meningite C em Maceió, nos bairros Benedito Bentes, Jacarecica e Serraria, reacendeu a atenção para uma doença grave, de evolução rápida e que pode ser fatal em poucas horas. O cenário ocorre em um estado que hoje lidera o ranking de incidência da doença meningocócica no Nordeste e ocupa a segunda posição no país, segundo dados mais recentes. Esse avanço está diretamente relacionado à queda progressiva da cobertura vacinal nos últimos anos, comprometendo a proteção coletiva.

    A meningite é uma inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou pelo bacilo da tuberculose, conforme explica o Ministério da Saúde (MS). No entanto, são as meningites bacterianas que mais preocupam as autoridades de saúde municipal e estadual no momento, por serem transmissíveis de pessoa para pessoa e imunopreveníveis.

    De acordo com a médica infectologista Mardjane Lemos, da Unimed Maceió, essas bactérias possuem alta afinidade e capacidade de invadir o sistema nervoso central (SNC), sendo o cérebro o principal órgão e centro de comando dessa importante estrutura. “Crianças e adolescentes costumam ser mais vulneráveis porque apresentam maior permeabilidade do SNC”, explica.

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