terça-feira, março 10

    O consumo crescente de suplementos alimentares sem orientação profissional está acendendo um alerta entre especialistas em saúde. Embora muitos jovens busquem essas substâncias para melhorar o desempenho físico ou compensar rotinas exaustivas, o efeito colateral tem sido o oposto do esperado em relação ao descanso: o comprometimento severo da qualidade do sono.

    O impacto dos estimulantes e hormônios

    Muitos suplementos populares, como os pré-treinos, são ricos em cafeína e outras substâncias estimulantes que permanecem no organismo por várias horas. Quando consumidos no final do dia, esses produtos dificultam o adormecer e impedem que o corpo atinja as fases mais profundas do sono, essenciais para a recuperação muscular e cognitiva.

    Além disso, o uso inadequado de hormônios como a melatonina tem gerado preocupação. Segundo médicos, a suplementação desregulada desse hormônio pode “viciar” o organismo, fazendo com que o cérebro reduza sua produção natural e desequilibre o ciclo circadiano, resultando em insônia crônica e fadiga diurna.

    Riscos a longo prazo

    A falta de sono de qualidade em jovens não afeta apenas o humor e o foco; ela está diretamente ligada ao aumento da ansiedade e ao risco de problemas cardiovasculares. Especialistas reforçam que a suplementação deve ser um suporte à alimentação e ao treino, e nunca uma substituição aos hábitos de higiene do sono, como evitar telas e manter horários regulares para descansar.

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