Tosse por mais de três semanas, febre baixa, suor noturno, perda de peso, cansaço excessivo e falta de apetite, podem ser sinais da tuberculose, doença que ainda causa mortes em Alagoas e no Brasil. Em alusão à Semana Mundial de Combate à Tuberculose, que se encerra nesta sexta-feira (27), a enfermeira da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ednalva Araújo, alerta para a importância da adesão do paciente ao tratamento para quebrar a cadeia de transmissão e evitar óbitos.
Ednalva Araújo destaca que a tuberculose precisa ser detectada precocemente, e o tratamento cumprido rigorosamente, do começo ao fim, para que seja curada, e não ocorra disseminação. “O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento é fundamental não apenas para a recuperação do paciente, mas, também, para interromper a propagação da bactéria Mycobacterium tuberculosis”, enfatiza a enfermeira da Sesau. Segundo ela, em 2025 foram registrados em Alagoas 1.010 casos e 104 óbitos pela doença.
A enfermeira da Sesau explica que a tuberculose é transmitida por aerossóis, ou seja, pequenas partículas que ficam suspensas no ar e que podem ser emitidas, por exemplo, através da fala, do espirro e da tosse de pessoas com a forma ativa da doença. “Mas com o tratamento seguido à risca, após 15 dias a cadeia de transmissão é quebrada. E se todas as orientações forem seguidas pelo paciente, em seis meses a cura pode ser alcançada. Por isso, devemos informar que o tratamento deve ser seguido até o fim, além de destacar que, a interrupção antes do tempo recomendado, pode agravar a doença, favorecer o desenvolvimento da forma resistente e manter a transmissão ativa”, pontua Ednalva Araújo.
