A Polícia Científica confirmou nesta terça-feira (7/10) que o casal encontrado morto dentro de um carro em Igaci, no dia 14 de setembro, faleceu por intoxicação acidental causada por monóxido de carbono (CO).

    As vítimas, Larissa Viana dos Santos e José Jadilson, ambos de 19 anos, inalaram o gás tóxico, incolor e inodoro, enquanto estavam dentro de um Volkswagen Fox. O vazamento do gás teria ocorrido devido a uma falha mecânica entre o coletor e o tubo de escape do motor, causada possivelmente por uma ruptura na junta de vedação. O CO se acumulou no motor e, através dos dutos de ventilação, entrou na cabine do veículo.

    A perícia técnica descartou qualquer indício de violência, luta ou envolvimento de terceiros. Amostras biológicas foram analisadas no Instituto Médico Legal de Arapiraca e confirmaram a presença de 49,6% de carboxiemoglobina no sangue de Larissa — nível altamente tóxico e fatal. Exames também descartaram o uso de álcool ou outras substâncias.

    José Jadilson chegou a ser socorrido com vida, o que pode explicar a ausência de traços laboratoriais de CO em seu organismo, mas acabou falecendo pouco depois, com sintomas compatíveis com a mesma causa de morte.

    O perito responsável pela análise do veículo, Nivaldo Cantuária, utilizou equipamentos especializados e detectou altas concentrações de monóxido de carbono dentro do carro durante simulação com o motor em funcionamento.

    O chefe do Instituto de Criminalística, Charles Mariano, reforçou que a tragédia serve de alerta para a importância da manutenção preventiva dos veículos, já que a intoxicação por CO pode ocorrer de forma silenciosa e letal.

    O delegado Antônio Edson, responsável pelo caso, informou que a investigação seguirá nos próximos dias com o depoimento de familiares e testemunhas. A tendência, segundo ele, é que o inquérito seja concluído como morte acidental, com posterior envio à Justiça e pedido de arquivamento.

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