O Instituto de Criminalística de Maceió identificou a arma de fogo utilizada no assassinato do coordenador supervisor das categorias de base do Clube de Regatas Brasil, Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos. O crime ocorreu na semana passada.

    A conclusão foi obtida após exame de confronto balístico realizado pela equipe do setor de balística da Polícia Científica.

    Segundo a perita criminal Renata Azevedo, responsável pela análise, três armas de fogo, sendo uma pistola e dois revólveres, foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. Os armamentos foram apreendidos durante ação policial relacionada ao crime.

    Cada arma passou por exames técnicos e foi comparada com o projétil retirado do corpo da vítima no Instituto Médico Legal Estácio de Lima. O procedimento confirmou qual armamento foi utilizado no homicídio, reforçando a materialidade e a consistência das provas técnicas que auxiliam na investigação.

    De acordo com a perita, após a produção dos padrões balísticos das três armas, as amostras foram analisadas em microcomparador balístico e confrontadas com o projétil encontrado no corpo da vítima. O resultado foi positivo para um dos revólveres calibre 38. O laudo já foi encaminhado à delegacia responsável pelo caso.

    O crime aconteceu na manhã da sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Johanisson Lima foi surpreendido por trás e morto com um disparo na nuca. Após o homicídio, o autor fugiu inicialmente de bicicleta e depois em uma motocicleta, com apoio de um comparsa.

    Dois dias depois, no domingo (25), uma operação da Polícia Militar no bairro Clima Bom localizou o executor e dois cúmplices. Segundo a polícia, houve reação à abordagem com disparos contra as guarnições. Os policiais revidaram, três suspeitos foram baleados, socorridos ao Hospital Geral do Estado, mas não resistiram aos ferimentos.

    Em coletiva, a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, informou que as investigações apontam para homicídio de motivação passional, planejado desde dezembro de 2025, mediante promessa de pagamento de R$ 10 mil. Ao todo, cinco pessoas teriam participação na dinâmica do crime, incluindo o mandante e um homem que auxiliou na fuga do executor, ambos presos, além dos três suspeitos mortos após confronto com a Polícia Militar.

    Além da identificação da arma usada no crime, o chefe do Instituto de Criminalística, Charles Mariano, informou que novos exames periciais serão realizados a pedido da DHPP. O objetivo é verificar se a arma identificada, assim como as outras duas apreendidas, foi utilizada em outros homicídios.

    Segundo ele, o trabalho técnico-científico da perícia criminal é fundamental para a elucidação de crimes graves, contribuindo para o avanço das investigações e para a responsabilização dos envolvidos.

    Os projéteis e padrões balísticos produzidos pelas três armas também serão inseridos no Sistema Nacional de Análise Balística, permitindo confrontos em nível nacional.

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