A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) investiga as circunstâncias da morte do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, encontrado morto nessa segunda-feira (9), em uma residência no município de Arapiraca. O caso segue sendo tratado como “morte a esclarecer”.

    O docente, que também era pesquisador e atuava no curso de Medicina do Campus Arapiraca, foi encontrado em um imóvel localizado no Residencial Pedro Tertuliano, no bairro Massaranduba. Segundo a polícia, não foram identificadas lesões aparentes no corpo nem sinais de luta no local, apesar de a casa apresentar desordem.

    De acordo com o delegado Flávio Dutra, a principal linha de investigação aponta para uma morte acidental, possivelmente relacionada ao uso excessivo de bebida alcoólica associado a drogas e medicamentos de tarja preta utilizados pela vítima no tratamento de ansiedade.

    “Trabalhamos com a hipótese de morte a esclarecer. No local, não foram constatadas lesões aparentes nem indícios de luta. Apesar da desorganização da residência, tudo indica que isso ocorreu em decorrência da ingestão de bebida alcoólica na noite anterior”, explicou o delegado.

    Ainda segundo Dutra, entorpecentes foram encontrados no imóvel, o que reforça a suspeita de intoxicação. No entanto, a polícia não descarta outras possibilidades. “Por ora, tratamos como morte acidental, mas também não excluímos a hipótese de intoxicação provocada por terceiros, o que poderia caracterizar homicídio. Tudo será devidamente esclarecido”, afirmou.

    Testemunhas começaram a ser ouvidas. Um amigo relatou que o professor havia retornado de uma viagem a Minas Gerais no sábado (7) e, ainda no mesmo dia, entrou em contato pedindo companhia. O amigo esteve na residência por volta das 13h e permaneceu até cerca de 21h, período em que, segundo o depoimento, houve consumo de bebidas alcoólicas e cocaína.

    Após sair do imóvel, o amigo seguiu para um bar, mas recebeu nova ligação da vítima solicitando que retornasse à residência. Ele voltou, permaneceu cerca de 30 minutos e saiu novamente.

    A Polícia Civil informou que imagens de câmeras de segurança internas e externas foram recolhidas e analisadas. Até o momento, não há indícios de movimentação suspeita após a saída do último visitante.

    O corpo do professor foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será realizado o exame necroscópico. A polícia aguarda o laudo pericial para confirmar a causa da morte e definir os próximos encaminhamentos da investigação.

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