As sequências de crimes registradas na parte baixa de Maceió, atribuídas a Albino Santos de Lima — posteriormente identificado como “serial killer” pela repetição dos homicídios e pela violência empregada — não marcaram o início da sua trajetória criminosa.

    Em 2019, no bairro Chã da Jaqueira, onde morava na época, ele assassinou a idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, enquanto ela caminhava com o neto, de 11 anos, a caminho da escola.

    A vítima foi morta de forma traiçoeira, atingida pelas costas, crime que foi confessado pelo réu. Na próxima quinta-feira (5), Albino volta a sentar no banco dos réus, desta vez no que será seu último júri na 9ª Vara Criminal. A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, representando o Ministério Público de Alagoas (MPAL).

    De acordo com os autos, a motivação do crime teria sido a suspeita do acusado de que a vítima possuía ligação ou simpatia com facções criminosas que atuavam no tráfico de drogas na região, já que usuários costumavam se reunir nas proximidades da residência dele. Apesar disso, Genilda era considerada pela vizinhança uma pessoa pacífica.

    Ela foi emboscada por Albino por volta das 6h40, no Beco do Zé Miguel, próximo ao terminal rodoviário, sendo atingida por diversos disparos de revólver — a primeira arma utilizada pelo acusado ao ingressar no mundo do crime.

    O neto da vítima foi poupado, mas presenciou o assassinato da avó, ficando profundamente traumatizado. Segundo as investigações, o crime apresenta o mesmo modus operandi observado em homicídios mais recentes atribuídos ao réu. Durante apuração do Inquérito Policial nº 9635/2024, relacionado a outro crime investigado, imagens da idosa foram encontradas no aparelho celular de Albino Lima.

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