A organização da MotoGP admitiu nesta quarta-feira (4) que a realização do Grande Prêmio do Catar, agendado para o período de 10 a 12 de abril, está sob forte ameaça. O CEO da Dorna (empresa que gere a categoria), Carmelo Ezpeleta, afirmou ser “muito difícil” manter o cronograma original no Circuito de Lusail diante da instabilidade geopolítica na região, que se intensificou após recentes ataques envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

    A preocupação com a segurança e a logística de transporte das equipes — que costumam utilizar hubs aéreos na região — acendeu o sinal de alerta. O anúncio ocorre logo após o Mundial de Endurance (WEC) confirmar oficialmente o adiamento de sua etapa de abertura, que ocorreria no mesmo circuito em março. Segundo Ezpeleta, a prioridade absoluta é o bem-estar de pilotos e profissionais, e um “Plano B” já está sendo discutido com as autoridades cataris.

    Diferente de outros cancelamentos, a intenção da MotoGP não é remover a prova do calendário, mas sim encontrar uma nova data na segunda metade da temporada de 2026. Por enquanto, as etapas nas Américas seguem confirmadas, enquanto a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) monitora diariamente a situação no Golfo para tomar uma decisão final nos próximos dias.

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