Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, teve sua morte encefálica confirmada na noite desta sexta-feira (6), após dois dias de internação em Belo Horizonte. Preso pela Operação Compliance Zero, Mourão era apontado pela Polícia Federal como o coordenador de uma organização criminosa que recebia R$ 1 milhão mensais para monitorar desafetos do empresário Daniel Vorcaro. O óbito ocorreu após o investigado atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência da PF em Minas Gerais.
De acordo com as investigações, Mourão articulava o grupo conhecido como “A Turma”, que se dividia em núcleos especializados em fraudes financeiras, corrupção e táticas de intimidação. A defesa confirmou que o corpo será encaminhado ao IML para seguir os protocolos legais. O caso ganha contornos dramáticos, pois ocorre em meio ao desmantelamento de um esquema de espionagem e obstrução de justiça que visava proteger interesses do ex-controlador do Banco Master.