O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) oficializou a abertura de um inquérito civil contra Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil do Estado. A investigação foca em possíveis irregularidades cometidas por ele enquanto chefiava as buscas e apurações sobre a morte do cão comunitário Orelha, caso que gerou grande comoção na Praia Brava.

    Da Investigação Preliminar ao Inquérito

    A decisão de converter o Procedimento Preparatório (PP) em Inquérito Civil (IC) ocorreu nesta sexta-feira (13/3), após uma análise jurídica detalhada do material colhido pela Promotoria de Justiça. Segundo nota enviada ao portal Metrópoles, a evolução do caso se deu após o órgão receber diversas representações questionando a conduta ética e técnica do ex-chefe da instituição.

    Suspeitas de Abuso e Quebra de Sigilo

    O Ministério Público investiga se a atuação de Ulisses Gabriel configurou:

    • Abuso de autoridade;
    • Violação de sigilo funcional;
    • Ato de improbidade administrativa.

    O ponto central da investigação é a hipótese de que o delegado teria revelado informações sigilosas do processo. Tal conduta, em tese, poderia ter beneficiado terceiros ou comprometido a segurança pública e a integridade das investigações do Estado.

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