A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL), composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PM) e a Polícia Penal (PP), deflagrou, na manhã de hoje, a Operação ÚLTIMA FATIA. O objetivo é desarticular uma estrutura criminosa especializada no tráfico de entorpecentes que operava em condomínios residenciais da capital.
A ação consiste no cumprimento de 5 mandados judiciais de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Justiça Estadual, além da quebra de sigilo de dados telemáticos dos investigados. A ação integra a iniciativa nacional denominada “Operação Força Integrada I”, realizada simultaneamente em 15 estados da federação. As diligências estão concentradas na região metropolitana de Maceió.

Devido à periculosidade dos alvos e aos indícios de que o grupo mantinha um braço armado para segurança dos pontos de venda, a operação contou com o apoio de equipes táticas: Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal, o Batalhão de Polícia de Choque (BPCHOQUE), o Canil da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) e o BOPE/PM. O uso de cães farejadores foi fundamental para a varredura em áreas de difícil acesso e no estabelecimento comercial utilizado pelo grupo em busca de drogas e armas.
Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e substâncias com aparência de drogas. Duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.
A investigação revelou que a organização utilizava uma pizzaria como fachada para ocultar o armazenamento e a distribuição de drogas. O esquema de “delivery” permitia que motociclistas circulassem livremente em residenciais, transportando o material ilícito em mochilas térmicas de entrega. O nome da operação, Última Fatia, simboliza a interrupção da logística financeira e de distribuição dessa célula criminosa.
A FICCO/AL ressalta que a integração entre as forças federais e estaduais, aliada ao suporte técnico-operacional das unidades especializadas, é a estratégia central para garantir a segurança da sociedade alagoana e a desarticulação de facções que atentam contra a ordem pública.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, cujas penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.
