Um caso grave envolvendo a rede pública de ensino de Murici chamou atenção nessa quinta-feira (16) e mobilizou forças de segurança no município.

    Um professor foi preso dentro da própria escola onde trabalhava, durante uma operação que contou com a participação da Polícia Militar, setores de inteligência e o Ministério Público de Alagoas.

    A ação aconteceu na Escola Municipal Pedro Tenório Raposo, localizada na Avenida Getúlio Vargas. Segundo as informações apuradas, o suspeito foi localizado dentro da unidade de ensino e recebeu voz de prisão no local.

    Ele é investigado por um crime considerado de extrema gravidade: estupro de vulnerável.

    De acordo com a decisão judicial, foi decretada prisão temporária de 30 dias, período em que as investigações devem avançar e reunir mais provas.

    Além da prisão, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, no Conjunto Olavo Calheiros I.

    Durante a operação, diversos materiais foram encontrados e apreendidos, incluindo celulares, notebook e objetos que podem ter ligação direta com o caso.

    Entre os itens, chamaram atenção peças de vestuário infantil e outros materiais que agora serão analisados pelas autoridades.

    Os aparelhos eletrônicos recolhidos passarão por perícia técnica. A expectativa é que os dados ajudem a identificar possíveis vítimas e esclarecer a extensão dos fatos.

    A operação envolveu equipes do 2º Batalhão da Polícia Militar, Pelopes, supervisão, além de grupos especializados e órgãos de inteligência.

    Após a prisão, o suspeito foi informado sobre seus direitos e encaminhado à delegacia.

    A Prefeitura de Murici informou que afastou imediatamente o servidor das funções e afirmou que não tolera qualquer tipo de conduta ilegal.

    O município também destacou que acompanha o caso e deve adotar medidas administrativas conforme o andamento das investigações.

    Por envolver menores de idade, o caso segue sob sigilo judicial.

    As autoridades reforçam que novas informações só devem ser divulgadas após o avanço das diligências.

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