Arnaldo Santtos / Ascom Samu

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu, na tarde de quarta-feira (22), um homem de 63 anos, que apresentou crises convulsivas, morador de grota (um lugar de difícil acesso) na Travessa Boa Sorte, no Conjunto Residencial Novo Mundo, no bairro de Barro Duro, em Maceió.

    O paciente apresentava crises convulsivas de repetição por cerca de uma hora e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Chã de Jaqueira, imediatamente, por uma equipe de Unidade de Suporte Avançado (USA-UTI Móvel), depois de ter tido os primeiros atendimentos por uma equipe de motolância. No transporte da casa até a ambulância, teve apoio de moradores.

    A ocorrência teve início às 13h37, quando a Central de Regulação das Urgências (CRU) recebeu a chamada, que foi monitorada pela médica Tatiana Kalef. Dentre os sintomas apresentados, informados por parentes, constavam que o paciente “estava espumando pela boca” enquanto estava no sofá. No momento do contato da equipe, ele já se encontrava inconsciente, reagindo apenas a estímulos dolorosos, sem conseguir verbalizar. Familiares informaram ainda que o paciente possuía histórico de cirurgia na cabeça há quatro meses.

    O médico que fez o atendimento, Raphael Carvalho, destacou que o paciente estava em estado de mal epilético, apresentando crises convulsivas de repetição e consequente rebaixamento importante do nível de consciência.

    Além disso apresentava taquicardia (aumento da frequência cardíaca) e taquipneia (respiração rápida), e que houve a necessidade de medicalizar o paciente para reverter o estado clínica e estabilizar o quadro neurológico, e que depois desses procedimentos, conseguiu, então, a retirada do paciente do imóvel para a ambulância, onde o paciente foi adequadamente monitorizado continuamente durante todo o trajeto até a UPA Chã de Jaqueira”.

    “Evitei a intubação orotraqueal, pois o paciente mantinha capacidade do sistema nervoso central de gerar impulso neural respiratório e estava sob observação contínua para eventual necessidade de proteção de vias aéreas”, completou Carvalho.

    Segurança do paciente

    Diante da gravidade, a equipe de médicos da CRU resolveu enviar inicialmente uma equipe de motolância de suporte básico. Minutos depois, ao confirmar que o paciente não respondia a estímulo doloroso e seguia em crises convulsivas, com pele fria e sudorese, foi acionada, também, uma equipe de Unidade de Suporte Avançado (USA-UTI Móvel).

    A equipe de enfermagem também atuou de forma decisiva. Os técnicos de enfermagem Rafael Washington e Rondinele Silvino, da motolância, foram os primeiros a chegar ao local e prestaram os primeiros cuidados. Já a enfermeira Fabiane Mendonça Barros, da equipe da USA, auxiliou na estabilização e monitoramento contínuo do paciente, junto com o médico socorrista.

    O coordenador geral do Samu de Alagoas, médico Mac Douglas, destacou a integração entre todas as equipes que prestaram o atendimento e a sensibilidade dos médicos de plantão da Central de Regulação. “Desde o acionamento inicial, com a avaliação criteriosa, até o suporte avançado prestado no local e durante o transporte, todos os profissionais atuaram com excelência técnica e agilidade. Em casos de mal epiléptico, o tempo-resposta é fundamental para evitar danos neurológicos irreversíveis”, afirmou, comentando que todos os procedimentos foram realizados, pautados na segurança do paciente.

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