A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) investiga a existência de um possível cemitério clandestino no Povoado Barreiras, zona rural de Coruripe, no litoral sul do Estado. A suspeita é de que a área, localizada em uma região de manguezal conhecida como “Buraco”, tenha sido utilizada por integrantes de facções criminosas para executar rivais e ocultar os corpos das vítimas.

Segundo as investigações, o local já vinha sendo monitorado após denúncias que apontavam a atuação de um suposto “tribunal do crime”, prática adotada por organizações criminosas para julgar e executar integrantes de grupos rivais. A principal linha investigativa é de que os corpos eram enterrados na própria região, aproveitando as características do terreno e o difícil acesso para dificultar a localização pelas autoridades.

Equipes da Polícia Civil (PC) e do Corpo de Bombeiros (CB) realizaram buscas na área ao longo do dia, concentrando os trabalhos em pontos indicados por informações recebidas durante a investigação. O acesso ao local é considerado complexo devido à presença de mangue e áreas alagadas, o que exigiu uma operação específica e o uso de drones para auxiliar na identificação dos locais onde os corpos poderiam estar enterrados.

De acordo com informações apuradas pelas equipes que atuam no caso, a suspeita é de que pelo menos cinco corpos estejam ocultados na área investigada. Uma das hipóteses analisadas é de que entre as vítimas esteja um homem ligado a uma facção rival, embora as identidades ainda não tenham sido confirmadas oficialmente pelas autoridades.

O delegado Douglas Rocha acompanha os trabalhos de campo e coordena as diligências realizadas na região. A expectativa é que as buscas permitam localizar possíveis restos mortais e reunir elementos capazes de esclarecer a dinâmica dos crimes, além de confirmar se o local era utilizado de forma sistemática para execuções e ocultação de cadáveres.

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