O conflito entre Irã e Israel entrou no quarto dia nesta segunda-feira (16) com o lançamento de mais uma onda de mísseis iranianos contra cidades israelenses, elevando o número de mortos e aprofundando a crise no Oriente Médio.

    Segundo o serviço de emergência israelense Magen David Adom (MDA), oito pessoas morreram e 92 ficaram feridas nos ataques mais recentes. Desde o início das hostilidades, 24 israelenses já perderam a vida. No Irã, o governo confirma 224 mortos e 1.277 feridos, a maioria civis, em decorrência dos bombardeios israelenses.

    Os ataques atingiram quatro locais no centro de Israel, incluindo Tel Aviv, Jerusalém e Haifa, onde até uma refinaria de petróleo foi alvo. Vários edifícios residenciais foram destruídos, vitrines ficaram quebradas e a rede elétrica da região central também foi danificada.

    O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, subiu o tom e ameaçou os moradores de Teerã, afirmando que “pagariam o preço” pelos ataques. “O ditador presunçoso de Teerã se transformou em um assassino covarde, atirando deliberadamente contra civis”, declarou Katz, segundo o jornal britânico The Guardian.

    Os ataques começaram após uma “ofensiva preventiva” de Israel na última quinta-feira (12), quando bombardeou instalações do programa nuclear iraniano. A ação israelense foi uma resposta à preocupação com o avanço nuclear do Irã, visto como uma ameaça por Tel Aviv.

    Em retaliação, o Irã lançou “centenas” de mísseis contra infraestrutura e áreas residenciais em Israel. As Forças de Defesa de Israel (FDI) também intensificaram os ataques e confirmaram a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana, além de terem atingido centros de comando da Força Quds.

    A tensão internacional cresce, e líderes de vários países e da Organização das Nações Unidas (ONU) fazem apelos por cessar-fogo, até agora ignorados por ambas as nações. Enquanto isso, moradores de Teerã enfrentam longas filas nos postos de combustível tentando deixar a cidade, e os preços do petróleo dispararam mais de 7%, pressionando ainda mais a economia global.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter rejeitado um plano de Israel para assassinar o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei. Apesar disso, Trump disse acreditar que há chances de um acordo, embora tenha reforçado que “às vezes eles têm que lutar”.

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