A partida realizada na noite do último sábado (16), no Estádio Rei Pelé terminou empatada em 2 a 2.

    A confusão começou após a anulação do gol de Ciel, atacante azulino, nos acréscimos do segundo tempo. Segundo testemunhas, alguns torcedores teriam ficado inconformados e começaram a lançar objetos em campo. Também houve disparos de balas de borrachas e arremesso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, por parte dos militares que estavam no policiamento da partida de futebol.

    Hoje, o CSA protocolou uma representação contra a arbitragem. No documento, o clube lista lances que considera erros graves e decisivos da arbitragem, entre eles os dois gols anulados pelo árbitro Maguielson Lima Barbosa, do Distrito Federal. A direção azulina também enviou ofício ao Governo de Alagoas solicitando informações e providências quanto à atuação policial no jogo do sábado passado.

    Confira a nota da Polícia Militar de Alagoas, logo abaixo.

    A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) vem a público manifestar-se a respeito do ocorrido na noite deste sábado (16), no Estádio Rei Pelé, durante a partida entre CSA e Ituano, válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. Ao final da partida, a PM registrou casos de confusão generalizada dentro e fora da praça esportiva. Durante a intervenção, diversos objetos contundentes foram arremessados na direção do campo, do árbitro e também contra os policiais.

    Em um dos casos, durante procedimento de desocupação da arquibancada, um homem de 29 anos foi preso por desacato. Ele resistiu à ação da PM e também estava entre os que arremessaram objetos. Foi necessária a intervenção do Pelotão de Choque. Imagens do circuito de videomonitoramento do estádio mostram claramente aglomerados de torcedores atacando as patrulhas, incitando a violência, arremessando objetos, desferindo socos e pontapés contra os agentes de segurança pública e causando confusão por onde passavam. Para preservar a integridade física dos militares e das famílias que estavam no local, foi necessário empregar o uso da força, incluindo a utilização de instrumentos de menor potencial ofensivo, como disparos de elastômero, para dispersar os envolvidos e neutralizar o ataque.

    Os militares feridos receberam atendimento médico no local. A Corporação lamenta as cenas vistas no estádio e salienta que a paixão pelo futebol deve ser praticada de forma salutar e pacífica. A instituição também entende que a ação criminosa praticada por um grupo de torcedores não representa a totalidade dos alagoanos que torcem por seus times do coração.

    Do mesmo modo, a Polícia Militar enfatiza que a ação policial deve ser a de realizar a segurança ostensiva e a promoção da paz, empregando a força quando necessário, dentro da proporcionalidade e da legalidade. As imagens do videomonitoramento serão utilizadas para identificar os agressores e causadores do tumulto. Quanto aos possíveis excessos, serão abertos os procedimentos administrativos disciplinares cabíveis para rigorosa apuração dos fatos. As partes envolvidas serão ouvidas, tendo assegurado o direito constitucional ao contraditório e ampla defesa.

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