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Risco de desmoronamento ameaça Mirante da Bica, em Japaratinga

MPF cobra medidas urgentes para conter erosão em falésia próxima à AL-101 Norte e proteger moradores e turistas

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Risco de desmoronamento ameaça Mirante da Bica, em Japaratinga
Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para cobrar medidas urgentes de contenção e estabilização de uma falésia localizada nas proximidades do Mirante da Bica, em Japaratinga, no Litoral Norte de Alagoas.

Segundo o órgão, o processo erosivo no local está em estágio avançado e representa risco de desmoronamento, inclusive fora de períodos de chuva. A área fica às margens da AL-101 Norte e a instabilidade ameaça a segurança de moradores e turistas que circulam pela região.

A ação, proposta pela procuradora da República Juliana Câmara, também busca garantir a recuperação ambiental da área afetada.

O trecho está localizado dentro da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sítio Bica, em uma Área de Preservação Permanente (APP), além de estar em terreno de marinha pertencente à União e próximo à Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais.

Durante vistorias técnicas, peritos identificaram pontos onde o processo de desmoronamento já havia começado. No topo da falésia, também foi constatada uma área com inclinação negativa, condição que pode favorecer o rompimento da estrutura.

Entre as primeiras recomendações dos estudos estão a interdição da base da falésia, isolamento da área e realização de análises geotécnicas e de engenharia para definir medidas de contenção.

Em maio de 2025, o MPF já havia recomendado ao município de Japaratinga ações como isolamento, sinalização e fiscalização do trecho. A prefeitura informou que realizou o bloqueio físico da área e instalou placas de alerta.

Agora, a ação judicial busca avançar para medidas estruturais capazes de conter a erosão e garantir a segurança do local.

Medidas cobradas pelo MPF

Entre os pedidos apresentados à Justiça estão a instalação de barreiras físicas, reforço da sinalização de perigo e controle do acesso de veículos e pedestres à área de risco.

O MPF também solicita a realização de estudos geotécnicos, geológicos, hidrológicos e de engenharia para a elaboração de um projeto de estabilização da encosta.

A proposta deverá incluir ações de contenção da erosão, melhorias na drenagem, recuperação ambiental e revegetação da área com espécies adequadas à região.

O órgão ainda pede que, até a conclusão das obras, sejam proibidos estacionamento e atividades incompatíveis com a interdição do trecho.

Em caso de descumprimento das determinações, o MPF solicita aplicação de multa diária de R$ 1 mil para cada obrigação não cumprida.

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