A tomaticultura brasileira enfrenta desafios cada vez maiores relacionados à sanidade vegetal.

    Com a necessidade de manter elevados níveis de produtividade, qualidade e uniformidade dos frutos, os produtores convivem com o aumento da pressão de pragas sugadoras, especialmente a mosca-branca e os tripes, consideradas atualmente algumas das principais ameaças fitossanitárias da cultura.

    Em diferentes regiões produtoras do país, foram registradas perdas expressivas de produtividade, reforçando a necessidade de monitoramento constante e ações preventivas.

    O problema é agravado pelo fato de essas pragas não se restringirem às áreas cultivadas com tomate, podendo sobreviver em culturas vizinhas e em plantas daninhas durante a entressafra.

    Além dos prejuízos provocados pela sucção da seiva das plantas, mosca-branca e tripes preocupam pela capacidade de disseminar viroses que comprometem o desenvolvimento das lavouras.

    De acordo com Marina Lombardi, especialista em Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura, fatores climáticos têm contribuído para o aumento da incidência desses insetos.

    “Temperaturas elevadas e períodos mais secos aceleram o ciclo biológico da mosca-branca e dos tripes, favorecendo a multiplicação populacional. O desafio vai além do dano direto causado pela alimentação. Essas pragas atuam como vetores de importantes viroses que podem comprometer produtividade e qualidade dos frutos”, explica.

    A mosca-branca está associada à transmissão de doenças causadas por geminivírus e crinivírus, enquanto os tripes são responsáveis pela disseminação do vírus vira-cabeça.

    Após a infecção, as plantas não conseguem reverter os danos, o que torna indispensável a adoção de medidas preventivas.

    MANEJO DEVE COMEÇAR ANTES DOS SINTOMAS

    Diante desse cenário, especialistas defendem uma mudança de abordagem no controle dessas pragas.

    Mais do que reduzir a população de insetos, a estratégia passa a priorizar a prevenção da transmissão dos vírus.

    “A estratégia precisa ser antecipada. O objetivo é impedir que o inseto se alimente da planta e transmita a doença. Por isso, o manejo deve começar antes mesmo da presença dos sintomas na lavoura”, destaca Marina.

    Segundo Katty Corrente, líder de Marketing de Hortifrúti, Cana-de-Açúcar e Café da BASF Soluções para Agricultura, os desafios atuais exigem a combinação de diferentes tecnologias ao longo do ciclo produtivo.

    “Hoje não existe uma única ferramenta capaz de resolver todos os desafios da lavoura. O produtor precisa combinar genética, proteção de cultivos e boas práticas agronômicas para construir sistemas mais resilientes e produtivos”, afirma.

    SOLUÇÕES INTEGRADAS GANHAM ESPAÇO

    Com base nessa visão, a BASF apresenta uma estratégia de manejo integrado para combater pragas sugadoras na cultura do tomate, desde o plantio até a colheita.

    Entre as tecnologias destacadas está o híbrido Strongton®, da marca Nunhems®, desenvolvido com resistência a importantes viroses transmitidas por mosca-branca e tripes, incluindo geminivírus e vírus vira-cabeça.

    O material também apresenta potencial produtivo elevado, uniformidade dos frutos e qualidade comercial.

    “A genética representa a primeira linha de defesa da lavoura. Quando o produtor inicia o cultivo com materiais resistentes, reduz riscos e constrói uma base mais sólida para o manejo ao longo do ciclo”, explica Katty.

    Na área de proteção de cultivos, a empresa destaca o inseticida Efficon®, voltado ao manejo de pragas sugadoras no tomate.

    Entre seus diferenciais está o efeito Freeze, que atua interrompendo a alimentação dos insetos, reduzindo assim o potencial de transmissão das viroses.

    “Quando interrompemos a alimentação da praga, reduzimos significativamente o potencial de transmissão das viroses. Por isso, o Efficon® não atua apenas no controle populacional, mas também como uma ferramenta importante dentro das estratégias preventivas de manejo”, afirma Marina.

    O produto possui ação sistêmica e oferece proteção prolongada, inclusive em novas brotações.

    A companhia também destaca o inseticida Vinquo®, utilizado como ferramenta complementar para rotação de moléculas e manejo de resistência, além de apresentar período de carência de apenas um dia para a cultura do tomate.

    HORTITEC 2026 APRESENTA TECNOLOGIAS PARA O SETOR

    Durante a Hortitec 2026, a BASF reforça sua atuação no segmento hortícola ao apresentar soluções voltadas ao enfrentamento dos desafios fitossanitários da tomaticultura.

    A proposta é demonstrar a importância de uma visão integrada do sistema produtivo, reunindo genética, manejo e proteção de cultivos para aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a rentabilidade das lavouras.

    “Nosso objetivo é continuar ao lado do produtor, oferecendo inovação e soluções que contribuam para uma produção mais eficiente, sustentável e rentável. A integração entre genética, manejo e proteção de cultivos é o caminho para enfrentar os desafios atuais e, em especial, os da tomaticultura”, conclui Katty.

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