A Direção de Ensino do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Palmeira dos Índios, se pronunciou, por meio de nota, a respeito de um fato relatado publicamente por um estudante, que denunciou um ato de intolerância religiosa que teria ocorrido nas dependências do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (Nugedis) do Instituto Federal. Na ocasião, um Terço Mariano teria sido colocado dentro de um pentagrama cercado por velas e os presentes foram incentivadas a pisotear o símbolo do catolicismo.
Indignado com a situação, o estudante Mauro Henrique denunciou o ocorrido e falou sobre o desrespeito à liberdade religiosa. “Essa conduta, independentemente de sua motivação, configura uma grave violação da liberdade religiosa, previsto pela Constituição Federal e reafirmados pelo próprio Código de Ética e Regimento Interno do Ifal. É inadmissível que dentro de uma ambiente educacional, que deve ser espaço de diálogo e respeito mútuo, ocorra profanação de símbolos e coisas sagradas de religiões”, afirmou o estudante, que cobrou uma postura mais contundente por parte do Ifal.
Por meio da nota, o diretor de Ensino do Ifal, Rodolfo Santos, disse estar ciente do ocorrido e das preocupações levantadas pelo estudante. Esclareceu também que a situação aconteceu à revelia do Nugedis e que não há relação do fato com as ações desenvolvidas pelo núcleo. O Ifal também informou que está adotando as providências cabíveis que a situação requer.
“Informamos que a Diretoria de Ensino já está tomando as providências cabíveis, e a coordenação do Nugedis está ativamente buscando as medidas para garantir que a missão do núcleo seja preservada e que situações como esta não se repitam”, diz a nota assinada pelo diretor de Ensino.
Entre as providências adotadas estão a análise detalhada da denúncia e a realização de ações educativas. “Acolhemos a manifestação e estamos analisando o contexto factual em que ela ocorreu, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório de todos os envolvidos. Iremos promover, em parceria com o setor pedagógico e o Serviço Social, atividades de formação, diálogos abertos e rodas de conversa sobre Ética, Cidadania e Respeito à Diversidade Religiosa”
