O engenheiro, professor e geólogo Abel Galindo discorda do também engenheiro Marcos Carnaúba, que em participação no podcast “Estruturando soluções” surpreendeu ao dizer que o bairro da Ponta Verde, que tem o metro quadrado mais caro de Maceió, estaria correndo risco de afundamento.
No entender de Carnaúba, especialista em cálculo estrutural, a Ponta Verde viveria situação de subsidência semelhante à que ocorreu nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol, afetando a estabilidade do solo.
Segundo ele, que foi presidente do Instituto do Meio Ambiente e coordenador do DNOCS em Alagoas, uma das razões seria a retirada de água e petróleo do subsolo, bem como a construção de edifícios altos. Abel Galindo tem se especializado em acompanhar o afundamento do solo, causado pela exploração de minas de sal-gema por parte da Braskem, e entende que nem a Ponta Verde nem outros bairros além dos já identificados como afetados pelo desastre ambiental correm riscos de afundamento.
“É um absurdo dizer que Ponta Verde e outros bairros estão afundando. Não tem nada disso. Todos os bairros de Maceió, sem exceção, são absolutamente estáveis, não estão afundando nem um milímetro.”, explica Galindo. Fonte: Flávio Gomes de Barros
