O lençol freático do Polo Cloroquímico de Marechal Deodoro continua contaminado mesmo após três décadas do vazamento de toneladas de substâncias químicas na antiga fábrica da Alclor Química de Alagoas S/A.
A constatação está em um laudo técnico assinado pelo geólogo Perillo Rostan de Mendonça Wanderley, datado de agosto de 2025. O documento foi encomendado pela Braskem e apresentado ao Ministério Público de Alagoas, que reabriu o caso e cobra o cumprimento de uma sentença judicial antiga.
Segundo o MP, já havia, desde 1991, a previsão de multa diária caso a área não fosse descontaminada, determinação que não teria sido devidamente cumprida. A promotora Maria Luisa Maia Santos instaurou ação para aprofundar a apuração, o que resultou na elaboração do novo laudo.
O documento aponta a presença de epicloridrina como principal substância contaminante. Trata-se de um organoclorado classificado como altamente cancerígeno, o que reforça a gravidade da situação ambiental e os riscos à saúde pública na região.
