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Avó de menina morta em Branquinha relata rotina da neta durante julgamento: “De casa para igreja e escola”

Maria Aparecida dos Santos prestou depoimento no júri de Victor Emanuel, acusado de envolvimento na morte e estupro de Anna Cecillya, de 9 anos

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Avó de menina morta em Branquinha relata rotina da neta durante julgamento: “De casa para igreja e escola”
Reprodução

A avó de Anna Cecillya dos Santos Silva, de 9 anos, prestou depoimento nesta terça-feira (18) durante o julgamento de Victor Emanuel Silva de Souza, acusado de envolvimento na morte e estupro da menina, em Branquinha, interior de Alagoas.

Emocionada, Maria Aparecida dos Santos falou sobre a rotina da neta e descreveu a criança como tranquila, com uma vida dividida entre a família, a escola e a igreja.

“Era uma menina tranquila, ia pra igreja, pra escola”, afirmou a avó durante o depoimento.

Maria Aparecida contou que, no dia do desaparecimento, Anna Cecillya brincava em uma esquina próxima de casa, local onde costumava ficar. A avó relatou que havia saído para trabalhar e que, no caminho, viu um adolescente também apontado como envolvido no caso.

Segundo o relato, ela pediu que a neta fosse para casa, mas a menina teria retornado ao local onde estava brincando.

Após realizar a coleta de materiais recicláveis e levar os itens para uma cooperativa, a avó voltou para casa e percebeu que a criança estava desaparecida. As buscas começaram no mesmo dia, com participação de familiares, moradores da região e equipes do Corpo de Bombeiros.

O corpo de Anna Cecillya foi encontrado oito dias após o desaparecimento, em uma área de mata no município de Branquinha.

Durante o depoimento, Maria Aparecida afirmou que nunca havia percebido proximidade entre a neta e o adolescente investigado. “Nunca tinha visto contato da criança com esse adolescente”, disse.

Julgamento

Victor Emanuel responde por homicídio qualificado, estupro, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Ele era namorado da tia da vítima e havia passado a morar com ela pouco tempo antes do crime.

O adolescente apontado como participante do caso não responde pelo Tribunal do Júri, pois tinha 17 anos na época dos fatos. Ele recebeu medida socioeducativa de três anos por atos infracionais semelhantes aos crimes de homicídio e estupro.

Ao final do depoimento, emocionada, a avó fez um pedido aos jurados: “Eu só peço a Deus e a vocês que a justiça seja feita”.

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