A Justiça de Alagoas revogou a prisão preventiva do empresário e influenciador digital Kel Ferreti, que poderá responder em liberdade ao processo relacionado à condenação por estupro de uma enfermeira em Maceió.
Apesar da decisão, o influenciador continuará submetido a medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições determinadas pela Justiça para acompanhar o cumprimento das obrigações impostas.
Ferreti havia sido preso após se apresentar espontaneamente à Polícia Civil de Alagoas. A prisão foi realizada pela Seção de Capturas da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), em Maceió, após uma decisão que determinou seu retorno ao sistema prisional.
O caso voltou a ser analisado após a Justiça apontar possível descumprimento de medidas cautelares anteriormente estabelecidas. Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), a vítima acionou o botão de pânico em três ocasiões. Também foi informado que Ferreti teria mudado de endereço sem comunicar ao Judiciário e participado de eventos, situações consideradas incompatíveis com as restrições impostas.
A defesa do influenciador afirmou que não houve descumprimento proposital das determinações judiciais e alegou que os deslocamentos realizados estavam relacionados a compromissos profissionais.
Com a nova decisão, Kel Ferreti seguirá monitorado por tornozeleira eletrônica com raio zero, além de outras limitações de circulação.
Condenação
A condenação do influenciador ocorreu em primeira instância, com pena inicial de 10 anos de prisão em regime fechado. Após recurso, a pena foi reduzida para 7 anos, 8 meses e 5 dias, com início previsto no regime semiaberto.
A revogação da prisão preventiva não encerra o processo nem altera a condenação. O caso continua em tramitação e o cumprimento das medidas impostas será acompanhado pelas autoridades.