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Micael foi morto por engano durante ataque no Pontal, afirma Polícia Civil

Delegada informou que alvo do crime não estava no local; dois suspeitos já foram identificados, mas seguem foragidos

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Micael foi morto por engano durante ataque no Pontal, afirma Polícia Civil
Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas informou que o adolescente Micael Leandro da Silva, de 15 anos, morto a tiros durante uma partida de futebol no Pontal da Barra, em Maceió, não era o alvo do ataque.

Segundo a delegada Tacyane Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima teria sido atingida por engano. A pessoa que seria o verdadeiro alvo do atentado sequer estava no local no momento dos disparos.

O Micael não era o alvo, ele foi atingido de forma acidental”, afirmou a delegada.

O crime aconteceu no dia 1º de agosto, durante uma partida de futebol em um campo localizado na entrada do Pontal da Barra. Micael foi atingido pelos disparos, socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil já identificou dois suspeitos de envolvimento no homicídio: um adolescente e um homem maior de idade, ambos moradores da região de Coqueiro Seco.

Durante uma operação realizada nesta quinta-feira (13), equipes da DHPP, Oplit e Tigre cumpriram diligências no município para tentar localizar os investigados, mas eles não foram encontrados.

De acordo com a delegada, os dois suspeitos já deixaram os endereços onde moravam. A Justiça já expediu mandados de prisão contra eles, e as buscas continuam.

Investigação

Segundo Tacyane Ribeiro, o adolescente suspeito já havia sido apreendido por atos infracionais semelhantes a furto e dano, tendo deixado uma unidade de internação em dezembro do ano passado. O outro investigado, conforme a polícia, não possui antecedentes criminais conhecidos.

Durante a operação, duas pessoas foram levadas à DHPP para prestar depoimento. Elas foram tratadas como testemunhas e devem contribuir com novas informações para o inquérito, que é conduzido pelo delegado Gilson Rêgo.

A Polícia Civil também tentou localizar a motocicleta utilizada pelos suspeitos. O veículo, segundo a investigação, havia sido roubado cerca de 15 dias antes do homicídio, em Marechal Deodoro, e possui registro de furto e roubo.

A delegada informou ainda que, até o momento, as imagens analisadas indicam a participação de duas pessoas no crime, mas a possibilidade de envolvimento de outros suspeitos não está descartada.

A polícia reforçou o pedido para que a população continue colaborando com informações por meio de denúncias anônimas.

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