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PF investiga fraudes em contratos de robótica de 43 prefeituras de Alagoas

Operação Hefesto apura suspeitas de direcionamento de licitações, superfaturamento e lavagem de dinheiro; prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 8,1 milhões

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PF investiga fraudes em contratos de robótica de 43 prefeituras de Alagoas

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nessa segunda-feira (26), a Operação Hefesto para investigar suspeitas de fraudes em contratos de aquisição de equipamentos de robótica envolvendo 43 prefeituras de Alagoas. As investigações abrangem contratos firmados entre 2019 e 2022, com recursos federais destinados à educação, e apuram possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.


A operação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL) e mobilizou mais de 110 policiais federais e 13 auditores. Foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal em Alagoas. As diligências ocorreram em Maceió, Brasília, Gravatá (PE), São Carlos (SP) e Goiânia (GO). As duas prisões foram realizadas no Distrito Federal.


Segundo as investigações, processos licitatórios, contratos e adesões a atas de registro de preços teriam sido direcionados para beneficiar uma única empresa fornecedora de equipamentos de robótica. Os recursos eram repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A PF e a CGU identificaram especificações técnicas restritivas nos editais, que poderiam limitar a participação de empresas concorrentes.


Análises iniciais da CGU apontam um prejuízo de R$ 8,1 milhões aos cofres públicos, além de um risco potencial de sobrepreço de R$ 19,8 milhões. Diante das suspeitas, a Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados até o limite de R$ 8,1 milhões, além da suspensão imediata dos contratos e processos licitatórios ativos entre a empresa investigada e os municípios envolvidos.


A investigação também identificou movimentações financeiras suspeitas envolvendo sócios da empresa e terceiros que seriam utilizados para ocultar a origem e o destino dos recursos. Conforme a apuração, valores eram transferidos para pessoas físicas e empresas sem aparente capacidade financeira ou ligação com o setor de robótica. Também foram identificados indícios de fracionamento de transferências e saques em espécie inferiores a R$ 50 mil, supostamente para evitar alertas dos mecanismos de monitoramento financeiro.

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