A família de Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos, fez um apelo para que o Instituto Médico Legal (IML) libere o corpo da jovem, que morreu após um Porsche Cayman colidir contra uma árvore e pegar fogo, na última sexta-feira (10), em Campinas (SP).
Cinco dias após o acidente, os familiares afirmam que ainda não conseguiram realizar o velório.
Em um desabafo, a irmã da vítima, Bianca Bevilacqua, disse que a família está sofrendo sem poder se despedir de Lívia.
"Eu só quero poder dar adeus à minha irmã. Minha mãe e meu pai não aguentam mais."
Segundo Bianca, o corpo de Arthur Rodrigues de Souza, de 20 anos, que conduzia o veículo e também morreu no acidente, já foi liberado e sepultado. A missa de sétimo dia de Lívia está prevista para esta quinta-feira (16), mas o velório ainda não foi realizado.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, por meio da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), informou que a liberação do corpo depende da conclusão de todos os exames necessários para a identificação da vítima.
De acordo com o órgão, os procedimentos podem incluir análise da arcada dentária, coleta de material biológico e outros exames periciais, conforme previsto na legislação.
A SSP não informou quando os exames deverão ser concluídos.
Lívia havia iniciado o curso de Relações Internacionais na PUC-Campinas, mas havia trancado a graduação recentemente. Segundo familiares, ela era conhecida pelo jeito alegre e carinhoso.
Enquanto aguardam a liberação do corpo, parentes prestaram homenagem à jovem deixando flores no local do acidente.
O caso segue sendo investigado pelo 5º Distrito Policial de Campinas como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.