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Polícia diz que Caso Joba está praticamente esclarecido após prisão do mandante

Investigação descarta latrocínio, aponta crime passional e fala em execução encomendada por R$ 10 mil em Maceió

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Polícia diz que Caso Joba está praticamente esclarecido após prisão do mandante
Ruan (à esquerda) é suspeito de mandar matar Joba, coordenador da categoria da base do CRB - Montagem/TNH1

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) afirmou, nessa segunda-feira (27), que o assassinato do supervisor das categorias de base do CRB, Johanisson Lima, conhecido como Joba, está praticamente esclarecido. A informação foi confirmada durante coletiva de imprensa na Secretaria de Segurança Pública (SSP), após a apresentação e prisão preventiva do homem apontado como mandante do crime.


Segundo a delegada Taciana Ribeiro, o investigado se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de advogado, mas optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório, exercendo o direito constitucional. Ainda assim, a Justiça já havia decretado a prisão preventiva, que foi devidamente cumprida.


Com o avanço das investigações, a Polícia Civil descartou a hipótese inicial de latrocínio e passou a tratar o caso como homicídio premeditado, motivado por uma questão pessoal. A apuração aponta que o crime foi encomendado após o suspeito não aceitar a reconciliação da ex-companheira com a vítima.


De acordo com a polícia, a execução foi planejada desde dezembro do ano passado, com pagamento acertado no valor de R$ 10 mil. Parte do valor, cerca de R$ 4 mil, teria sido paga antes do crime, em espécie. As autoridades seguem apurando a origem do dinheiro e não descartam medidas, como quebra de sigilo bancário.


As investigações indicam a participação de cinco pessoas: o mandante, um suspeito preso por dar apoio à fuga e três executores que morreram em confronto com a polícia durante operação no bairro Clima Bom. As armas apreendidas no confronto foram encaminhadas para perícia balística.


Segundo a delegada, restam apenas diligências complementares, como oitivas finais, análise técnica de laudos e consolidação das provas. A Polícia Civil reforça que, embora o caso esteja praticamente elucidado, as investigações continuam até a conclusão formal do inquérito. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

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