A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo bancário e financeiro do policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, acusado de matar dois colegas de corporação no município de Delmiro Gouveia, no Sertão do estado, em maio deste ano.
A decisão foi tomada pela juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos, da 1ª Vara de Delmiro Gouveia, após o recebimento da denúncia por duplo homicídio apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).
Segundo a magistrada, a medida é necessária diante da gravidade dos fatos e busca verificar se houve alguma motivação econômica ou financeira relacionada ao crime. A quebra de sigilo vai abranger os três meses anteriores aos assassinatos e o mês seguinte aos fatos.
A investigação pretende identificar movimentações consideradas suspeitas, transferências atípicas e transações de valores elevados que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
A Justiça também determinou que a delegacia responsável pelo inquérito apresente, em até dez dias, as mídias com dados telemáticos extraídos durante a investigação e citados em laudo pericial.
O caso
Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, se tornou réu pelo assassinato dos policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos.
O crime aconteceu na madrugada de 20 de maio, quando os três policiais retornavam de uma ocorrência em uma viatura com destino à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.
De acordo com a investigação, Gildate estava no banco traseiro do veículo quando efetuou disparos contra os dois colegas, que estavam nos bancos da frente. As vítimas morreram no local.
O policial foi preso logo após o crime e permanece à disposição da Justiça.