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Ufal aprova política de prevenção ao assédio e à discriminação

Nova norma prevê acolhimento às vítimas, proteção contra represálias e criação de comitê permanente para enfrentar casos de violência na universidade

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Ufal aprova política de prevenção ao assédio e à discriminação
Reprodução

O Conselho Superior Universitário (Consuni) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aprovou por unanimidade a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, destinada a prevenir, acolher e apurar casos de violência no ambiente universitário.

A nova política será aplicada a toda a comunidade acadêmica, incluindo estudantes, professores, técnicos administrativos, trabalhadores terceirizados e profissionais do Hospital Universitário.

Segundo a universidade, a medida está alinhada à Lei Federal nº 14.540/2023 e ao Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação.

De acordo com o reitor da Ufal, Josealdo Tonholo, a política fortalece a rede institucional de apoio às vítimas e amplia os mecanismos de prevenção e responsabilização.

Entre as medidas previstas estão campanhas permanentes de conscientização, ações educativas, acolhimento qualificado às vítimas, proteção contra represálias e prioridade na apuração das denúncias.

A política também determina a criação, em até 90 dias, do Comitê Permanente de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual, da Discriminação e de outras formas de violência (CPEAD). O grupo será responsável por coordenar campanhas educativas, acompanhar a implementação da política e propor ações preventivas em todos os campi da instituição.

As denúncias poderão ser registradas por meio da Ouvidoria da Ufal e da plataforma Fala.BR, com garantia de preservação da identidade do denunciante.

O protocolo ainda prevê atendimento psicológico prioritário às vítimas, possibilidade de remanejamento temporário de setor, adoção de medidas cautelares administrativas e celeridade na apuração dos casos. Havendo indícios de crime, os autos serão encaminhados ao Ministério Público.

Segundo a Ufal, a iniciativa busca fortalecer uma cultura institucional de respeito, prevenção e enfrentamento às diversas formas de violência no ambiente universitário.

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