O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça (PL) poderá disputar novamente a Prefeitura de Maceió nas eleições de 2028, após a derrota da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), da qual foi candidato a vice-presidente. A possibilidade foi apontada em reportagem do jornalista Carlos Madeiro, publicada pelo UOL nesta terça-feira (27), que destaca a projeção nacional conquistada pelo parlamentar durante a campanha eleitoral.
Para concorrer à Vice-Presidência da República, Gaspar desistiu de disputar uma vaga no Senado por Alagoas, mesmo após ter o nome confirmado em convenção partidária. Com a derrota nas urnas, o deputado encerrará seu mandato na Câmara Federal em janeiro de 2027, mas continuará na presidência estadual do PL, posição que poderá fortalecer sua liderança entre os eleitores bolsonaristas.
Uma eventual candidatura à Prefeitura de Maceió poderá colocar Gaspar em confronto com o atual prefeito, Rodrigo Cunha (Podemos), aliado do governador eleito JHC (PSDB). A expectativa é de que Cunha tenha o apoio de JHC caso tente a reeleição em 2028. Segundo a reportagem, o distanciamento entre Gaspar e o grupo político do governador eleito durante as eleições de 2026 pode dificultar uma composição entre os dois.
De acordo com o UOL, Alfredo Gaspar não declarou apoio público a JHC na disputa pelo Governo de Alagoas. Pessoas próximas ao deputado atribuíram a postura à falta de apoio explícito de JHC à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), avalia que a participação na campanha presidencial ampliou a visibilidade de Gaspar, especialmente entre os apoiadores do bolsonarismo no Nordeste.
Alfredo Gaspar já disputou a Prefeitura de Maceió em 2020, quando era filiado ao MDB, mas foi derrotado por JHC. Apesar da projeção conquistada em 2026, Luciana Santana ressalta que o deputado precisará transformar o reconhecimento nacional em articulação política no estado. Após o resultado presidencial, Gaspar criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação no segundo turno. Procurado pelo UOL, o parlamentar não respondeu ao pedido de entrevista.