O empresário Carlos Eduardo Martins é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após aparecer em um vídeo durante um ato em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), na Barra da Tijuca, no dia 24 de outubro. Nas imagens, um homem negro aparece acorrentado durante uma encenação política. O caso está sob apuração da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
Martins é sócio da Cem Locação de Bens Móveis e Serviços Ltda. e da Top Gran Comércio de Granitos e Mármores Ltda. Segundo levantamento baseado em dados públicos, as duas empresas acumulam mais de R$ 1 milhão em débitos: aproximadamente R$ 666 mil atribuídos à Top Gran e mais de R$ 386 mil à Cem Locação.
Após a repercussão das imagens, Martins afirmou que a cena tinha caráter de “sátira política” e negou intenção racista. O Ministério da Igualdade Racial solicitou que o episódio fosse apurado, enquanto a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro também informou que analisaria as imagens para avaliar eventuais medidas. Até o momento, a investigação segue em andamento e não há conclusão sobre a existência de crime no episódio.