A Justiça de Alagoas condenou Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a 13 anos e 4 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra Maria Daniela Ferreira Alves. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) nesta segunda-feira (31).
O crime aconteceu em dezembro de 2024, após uma confraternização escolar em Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas. Segundo a investigação, Maria Daniela, que tinha 18 anos na época, teria sido dopada, estuprada e agredida.
A jovem foi encontrada com traumatismo craniano grave, ficou cinco dias em coma e permaneceu 19 dias internada. Após o caso, passou a apresentar sequelas neurológicas, motoras e cognitivas.
Segundo a investigação, na noite do crime, Maria Daniela foi levada por Victor Bruno para uma chácara da família dele, no povoado Poção, na zona rural do município. Horas depois, o próprio homem levou a jovem para uma unidade de saúde.
Em depoimento à polícia, Daniela relatou que a última lembrança antes de perder a consciência foi dizer a Victor que não queria manter relações sexuais.
Durante as investigações, um laudo toxicológico identificou substâncias químicas no sangue da vítima. O Instituto Médico Legal (IML) também apontou que houve estupro mediante uso de força física.
Segundo a família, após o crime, Daniela passou a precisar de ajuda para realizar atividades do dia a dia.
Victor Bruno foi preso em julho deste ano, após permanecer foragido. Ele se apresentou à Polícia Civil em Taquarana, no Agreste de Alagoas.
Defesa
Em nota, a defesa de Victor Bruno afirmou que a apresentação dele à polícia foi um “ato de confiança na Justiça” e que ele dará sua versão no processo.
Os advogados também declararam solidariedade à vítima e à família, mas criticaram a divulgação de informações que classificaram como “notícias falsas, versões fantasiosas e narrativas construídas à margem dos autos”.