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Novo “drogômetro” não deve punir quem usa remédios prescritos, diz Senatran

Aparelho previsto para fiscalizar uso de drogas em motoristas ainda precisa passar por certificação antes de ser utilizado em blitzes

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Novo “drogômetro” não deve punir quem usa remédios prescritos, diz Senatran
Reprodução

As novas regras para fiscalização da Lei Seca, que preveem o uso do chamado “drogômetro”, não devem prejudicar motoristas que utilizam medicamentos prescritos por profissionais de saúde, segundo autoridades de trânsito.

A dúvida surgiu após a publicação da Resolução 1.031/2026 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta procedimentos de fiscalização e permite o uso de testes capazes de identificar substâncias psicoativas, como maconha, cocaína, anfetaminas e opioides.

A preocupação envolve medicamentos que possuem componentes semelhantes aos detectados pelo equipamento, como alguns utilizados em tratamentos contra dor, TDAH e terapias com canabinoides.

Segundo o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, o objetivo da medida é identificar motoristas que dirigem sob efeito de substâncias que comprometem a capacidade psicomotora, e não punir quem faz uso regular de medicamentos com orientação médica.

Como funciona o drogômetro

Diferente do bafômetro, que identifica a presença de álcool pelo ar expirado, o drogômetro utiliza a saliva para detectar substâncias psicoativas.

A coleta é feita por meio de um dispositivo semelhante a uma esponja, que estimula a produção de saliva e permite a análise do material no aparelho.

Segundo especialistas, o resultado pode ser obtido em cerca de 15 minutos.

Equipamentos ainda serão avaliados

Apesar da autorização prevista na resolução, os drogômetros ainda não começarão a ser usados imediatamente nas blitzes.

Antes disso, os equipamentos precisarão ser avaliados e certificados por instituições credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A certificação deverá definir os limites utilizados para indicar resultados positivos ou negativos.

De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito, o processo de estudos e planejamento ainda pode levar alguns meses.

Motorista precisará apresentar receita?

Segundo a Senatran, não será necessário que o condutor carregue atestado médico ou receita para comprovar o uso de medicamentos.

A expectativa é que os aparelhos sejam calibrados para não indicar resultado positivo em situações de uso regular de substâncias prescritas que não alterem a capacidade de dirigir.

O objetivo da fiscalização, segundo as autoridades, é combater casos de motoristas que conduzem veículos sob efeito de drogas capazes de comprometer a segurança no trânsito.

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