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Alagoas cria rede de proteção para advogadas vítimas de violência doméstica

Parceria entre Ministério Público, OAB e outras instituições prevê atendimento sigiloso, apoio psicológico e encaminhamento de vítimas aos órgãos de proteção.

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Alagoas cria rede de proteção para advogadas vítimas de violência doméstica

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) formalizou sua adesão ao Protocolo CIDA, iniciativa destinada a fortalecer a proteção de advogadas vítimas de violência doméstica e familiar. A parceria estabelece uma rede de atendimento integrada entre instituições do sistema de Justiça e da segurança pública.


O protocolo, desenvolvido pela Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) em parceria com a Associação das Mulheres Advogadas de Alagoas (AMADA), pretende garantir acolhimento humanizado, sigilo e maior agilidade no encaminhamento das denúncias.


A assinatura do termo de cooperação ocorreu na sede histórica da OAB, no Centro de Maceió, durante solenidade realizada na terça-feira (27).


Como funcionará o atendimento


As advogadas em situação de violência poderão procurar a Ouvidoria da Mulher da OAB/AL, responsável pelo primeiro acolhimento e pelo encaminhamento dos casos.


O protocolo prevê acompanhamento psicológico, orientação jurídica e articulação com delegacias especializadas, Ministério Público e Poder Judiciário.


A proposta busca evitar que as vítimas precisem repetir seus relatos diversas vezes durante o atendimento, reduzindo a revitimização e facilitando o acesso à rede de proteção.


Homenagem a advogada vítima de feminicídio


O nome CIDA homenageia a advogada Maria Aparecida Bezerra da Silva, assassinada pelo companheiro em Maceió, em 2022.


A iniciativa transforma a memória da profissional em uma política institucional de acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher.


Sala Lilás e Banco Vermelho


Durante a solenidade, a OAB/AL também apresentou dois espaços de conscientização e proteção.


A Sala Lilás será destinada ao atendimento reservado de mulheres vítimas de violência, incluindo advogadas e integrantes da sociedade civil.


Já o Banco Vermelho simboliza o combate ao feminicídio e busca chamar a atenção da população para a importância das denúncias e da prevenção.


O termo de cooperação reúne representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça, Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Tribunal Regional Eleitoral e Secretaria de Segurança Pública.


A expectativa das instituições é ampliar a integração dos serviços e garantir respostas mais rápidas às mulheres que enfrentam situações de violência doméstica e familiar.

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